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CNBB, CRB e Vaticano firmam compromisso para fortalecer cultura de proteção na Igreja no Brasil

Protocolo assinado em Aparecida prevê ações conjuntas de prevenção, formação e cuidado com menores e pessoas vulneráveis

Há 17 horas - por da redação com Vatican News
Assembleia CNBB - 2026 / Foto: Vatican News
Assembleia CNBB - 2026 / Foto: Vatican News

Durante a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em Aparecida, foi assinado um protocolo de intenções que reforça o compromisso da Igreja com a proteção de menores e pessoas vulneráveis. O acordo reúne a CNBB, a Conferência dos Religiosos do Brasil e a Pontifícia Comissão para a Tutela de Menores.

O documento estabelece diretrizes para ampliar ações de prevenção, cuidado e formação em todo o país. A proposta é fortalecer uma cultura institucional que reconheça a proteção como parte essencial da missão evangelizadora.

Assinaram o protocolo Dom Jaime Spengler, presidente da CNBB, Dom Thibault Verny e Irmã Maria do Disterro Rocha Santos.

O texto prevê ações concretas. Entre elas estão a formação permanente em nível pastoral e institucional, a adoção de boas práticas para ambientes seguros e o incentivo à cooperação entre dioceses, congregações e organismos eclesiais. Também reforça a necessidade de iniciativas contínuas de prevenção e acompanhamento de vítimas.

Antes da assinatura, representantes da comissão pontifícia apresentaram aos bispos o trabalho realizado pela Igreja em nível internacional. Criada em 2014 pelo Papa Francisco, a comissão atua no acompanhamento de dioceses e instituições, além de propor orientações para a proteção de menores.

Durante a apresentação, Dom Thibault Verny destacou que o enfrentamento dos abusos exige postura concreta e compromisso coletivo. Segundo ele, reconhecer limites é um passo necessário para avançar.

Ele afirmou que o trabalho da Igreja precisa ser marcado pela verdade e pela proximidade com as vítimas. Para o presidente da comissão, esse caminho é parte do próprio anúncio do Evangelho.

O secretário da comissão, Dom Luis Manuel Ali Herrera, explicou que o organismo não atua como tribunal, mas como apoio às Igrejas locais. A função principal é orientar, acompanhar processos e fortalecer práticas de prevenção.

A oficial da comissão, Cláudia Giampietro, chamou atenção para um ponto central. Segundo ela, tornar visíveis as ações de proteção já existentes é também uma forma de garantir acesso e justiça às pessoas que precisam de acolhimento.

Ela destacou que os bispos têm papel decisivo nesse processo, por conhecerem de perto a realidade das dioceses e das comunidades.

Durante o momento da assinatura, o secretário-geral da CNBB, Dom Ricardo Hoeppers, recordou o legado do Papa Francisco, especialmente no compromisso com a defesa dos mais vulneráveis.

Segundo ele, a iniciativa reforça a responsabilidade da Igreja em construir ambientes seguros e acolhedores.

Além do tema da proteção, os bispos também deram continuidade às discussões sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil, que seguem em processo de revisão e votação durante a Assembleia.

O protocolo assinado amplia um movimento que vem sendo consolidado nos últimos anos. A expectativa é que as ações propostas avancem de forma concreta nas dioceses e instituições, fortalecendo uma cultura de cuidado como parte da vida da Igreja no país.

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